segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Enduro Manteigas

No passado fim de semana decorreu mais uma prova da taça de Portugal de enduro, desta vez em Manteigas.

  A ementa eram 4 PEC´s, cerca de 35km e cerca de 1200 D+...no sábado e de novo no Domingo.
A meteorologia de sábado fez com que o relaxante reconhecimento de percurso, se torna-se num (en)duro reconhecimento, muita lama e água, logo desgaste de material e muita roupa para lavar e preparar para o dia seguinte.
  No sábado fiquei um pouco assustado com as PEC, pois ao mesmo tempo que eram divertidas, também eram muito rápidas em terrenos com algum declive, logo a possibilidade de uma queda que me arredásse dos meus objetivos estavam ao virar da esquina. Fiz filmagens da PEC 1,2 e 3 e a 4 nem a reconheci porque já estava um pouco saturado, molhado e a bike dizia o mesmo. Vi e revi as filmagens, só parei quando achei que já conhecia minimamente o percurso.
  No dia seguinte, depois de uma boa noite de sono, cheguei ao local da partida ás 9:15h e soube que só partiria às 10:30h e estava um calor esquisito a cerca de 1400m de altitude. Esta dificuldade lá passou e passado pouco tempo lá estava eu a postos para a PEC 1, era o primeiro da promoção a sair para o percurso, o que me deixava bastante contente porque desta forma não tinha ninguém mais atrasado que pudesse atrapalhar a cavalgada. Resumindo um pouco o que se passou em cada PEC:

PEC 1  - deu-me uma branca e parecia que o percurso estava completamente diferente do do dia anterior, várias saidas de pista, trajectórias indesejadas e pernas emperradas...não curti nada!

PEC 2 - Bom flow, mas estava ainda com algum receio de cair e estragar tudo, logo andei a 80% do gás...desta vez curti bués!



PEC 3 - Algum cansaço e vontade de arriscar mais um pouco, fizeram com que me abraçasse a uma árvore, a consequencia foi uma corrente saída e guiador torto, apenas alguns segundos perdidos e mais uma vez senti que o que tinha visto nas filmagens do dia anterior parecia não corresponder com a realidade, durante a noite devem ali ter chovido pedras! curti médio...

PEC 4 - Não reconheci e fiz mal, parecia que tinha voltado ao primeiro dia em que apredi a andar de bike. Muitas escadas, drops e pedras, tudo isto muito técnico e regado com muita água, fez-me acabar em beleza.

No final, apesar de tudo ainda tinha uma esperança de acabar no pódio, o que veio a confirmar-se com um terceiro lugar na promoção, os objetivos eram mais ambiciosos mas acusei um pouco a pressão de fixar objetivos tão elevados. Gostei bastante da prova em si, da zona e da organização, tudo 5 estrelas. Neste tipo de percurso quem tivesse boa condução, conhecimento do percurso e trajetórias, safavasse bem, quem só tivesse pedal e pouca condução não, acho que neste momento estou no meio destes dois mundos, é continuar assim e aprender a tirar cada vez mais gozo da condução nesta bike que não me deixa ficar mal visto. Venha o enduro de Leiria!!

domingo, 18 de outubro de 2015

Eucaristia Dominical

Não há sábado sem sol, domingo sem missa e segunda sem preguiça. A minha religião é a bike, logo a missa é pedalar. A igreja apresentava-se assim:


Dar aquele passo para sair de casa e começar a ficar encharcado em cerca de 1 minuto, não foi fácil de efetuar. O objetivo da volta era testar algumas modificações que fiz na bike, este teste teria de ser feito em ambiente agreste, tipo enduro e com chuva ainda melhor. Queria testar a pressão da nova suspensão, o selim WW (wheight weenie), modificação da altura do selim, punhos de esponja, aperto espigão de selim WW, pastilhas de travão em chuva e guarda lamas frontal. Após a primeira subida/descida fiquei logo bem bem impressionado com o conjunto e surge aquela vontade de tirar uma foto...

De fato o guarda lamas protege muito a cara e suspensão de salpicos de lama, poupando assim o material. O selim sem qualquer tipo de esponja, revelou-se muito duro no final da volta, mas já estou a pensar nuns tunnings que depois mostro aqui. Regras re-aprendidas hoje: Pastilhas de travão baratas não travam bem na lama e punhos de esponja/silicone são muito melhores e confortáveis que os de borracha, para além de mais leves.

A bela da selfie, a ver-se ao fundo os estragos do vento de ontem...


Foram cerca de 15km muito prazeirosos em que ter ficado na cama com medo da chuva não seria a melhor opção, neste aspeto tenho ainda outro proverbio popular, "a sorte protege os audazes" e "São Pedro não dorme", por isso quando se sai de casa com tempo muito mau, o S.Pedro faz-nos sempre o favor de o melhorar para que cheguemos a casa de sorriso no rosto! :)

Pra semana Enduro de Manteigas, tenho tudo no ponto, vou tentar ganhar a promoção e TOP 15 da geral. Haja colhões para definir objectivos destes!!

sábado, 13 de junho de 2015

Voltinha na zona de Mafra

Finalmente consegui comparecer para uma voltinha BTT aqui na zona Mafra, muitas vezes o Marco Louro me desafiava mas problemas logisticos evitavam este encontro. Partida molhada, em que a chuva ameaçava não parar, os corajosos eram: eu, Marco, Bruno e João.
Nós em acção...


Aldeia de Broas, perto de Almorquim

Após o primeiro bom trilho, o do Arquiteto ainda junto a Mafra, subimos um "pouco" e iniciámos a descida para Cheleiros, ainda com chuva e o piso pedregoso, uma autêntica lotaria em que não cair é uma sorte, várias vezes perdia a frente ou a trazeira. Este trilho acaba na estrada que dá acesso ao Carvalhal, com uns ultimos 500m muito bons, saltinhos, switchbacks e rocha.
Não menos bom foi circular junto ao Lizandro, com trilhos limpos recentemente pelo pessoal do MafraBTT e boas paisagens...


A ultima grande descida foi o trilho do Medronho, que atrás do Marco assume uma outra dimensão, muito mais rápida e divertida, em que a saudável picardia só traz descargas de adrenalina que servem de combustível para alimentar este vicio e ter a certeza de ter de voltar lá brevemente.
Obrigado pela companhia pessoal!



quarta-feira, 3 de junho de 2015

Recuperar e Ginásio

Na semana passada, para além da recuperação ativa da prova da Lousã (ir para o trabalho), fiz apenas um treino de qualidade, fiz 5 repetições de 20`` a Z5 com recup. 40`` a Z2, descansei 5 ` e fiz mais 5 repetições. O objetivo deste treino é o de aumentar a potência da "máquina", só que o joelho esquerdo que ainda estava doido de uma queda na sexta-feira passada, agravou as dores devido aos sprints. Desde quinta-feira que não pego na bike para ver se a dor desaparece, amanhã como vou para o trabalho de bike, vou ver como isto se encontra...
   Refletindo ainda sobre a prova da Lousã, reparei que tinha alguma dificuldade em permanecer na posição de levantado na bike com as pernas fletidas e esta é uma posição em que se anda quase todo o tempo numa PEC, ou seja, estou a necessitar de mais trabalho ginásio. Vou elaborar um plano de ginásio que a meu ver poderá servir bem para colmatar estas falhas no enduro. Este plano visa desenvolver a força resistência, porque o tipo de força no enduro é aguentar forças pequenas durante muito tempo, logo o objetivo é utilizar pesos leves e fazer muitas repetições. Vou utilizar a estratégia de na primeira repetição quase chegar á falha, na segunda fazer cerca de 20% menos do que fiz na primeira e na terceira igual (ex. se fiz 20 flexões na primeira série, na segunda faço 16 e na terceira 13). O tempo de descanso entre repetições deverá ser minimo, só para baixar um pouco a FC, tipo crossfit.

Tronco: Elevações na barra, flexões de braços, dorsais, abdominais;
Braços: Enrolamento de peso morto, molas, remada baixa, extensão e flexão do antebraço com barra;
Pernas: Pernas a 90º encostado a uma parede, agachamentos com barra, lunge com peso livre.





segunda-feira, 25 de maio de 2015

Rescaldo Enduro da Lousã 2015


Mais um grande fim de semana se passou na magnifica serra da Lousã.
Pelo segundo ano, voltei á Lousã para curtir este Enduro que é uma referência em termos nacionais, não só pela beleza do local, mas também porque se nota que esta organização aprendeu um pouco com o enduro das motos, e desta forma faz percursos muito elaborados, bem marcados, boas cronometragens e tudo, com uma naturalidade e simplicidade que parece que fazem provas de enduro há 25 anos.
  Sábado saí de Leiria pelas 8:15h e cheguei á Lousã ainda não eram 9:30h, tratei de tirar a bike do carro nas calmas, preparar tudo, secretariado (rápido) e apanhar o transporte para o local de partida da prova a cerca de 1000m de altitude, chamado St. António da Neve. Neste dia estava programado o reconhecimento do percurso pelo que o objetivo era o de fazer algumas filmagens em trilhos mais técnicos, conhecer o percurso, saber o tempo que faço entre especiais (se é apertado ou não), curtir e não me cansar muito. Acho que das coisas que enumerei anteriormente apenas consegui curtir, primeiro porque a câmara de filmar resolveu não ligar, depois não me lembrei de ver o tempo entre especiais e por ultimo, "piquei-me" com a atleta Maaris Maier e desta forma não deu para conhecer muito bem o percurso! :)
  Neste reconhecimento há destacar a queda que dei na PEC 5, passo a descrever os meus pensamentos: "acho que me estou a esticar um pouco no andamento, cair aqui deve ser f...d..do" e ao mesmo tempo que me distraio com este tipo de pensamento a roda da frente sai ligeiramente do trilho, pelo que eu, meio indignado, meio surpreso nada faço para a tirar deste estado de inercia...resultado, uma valente queda, consequências, o unico sitio do corpo que não estava protegido foi o mais afetado (normal), que era os cotovelos, o mais engraçado é que andei a semana anterior á procura de umas cotoveleiras e por 5eur não fiz negócio...parece que foi castigo!
  No Domingo, tinha encontro marcado com o meu suiver Simão Pereira ás 8:30 em Pombal, após uma noite de insónias por causa das feridas, do nervoso miudinho e do calor, sai pontualmente de Leiria ás 8:00h e passado 20m já estava em Pombal a comprar um desodorizante nas bombas da Repsol, porque me esqueci de pôr em casa e estava a atormentar-me a ideia de ninguém se querer chegar a mim nas PEC, não pelo andamento, mas sim pelo mau cheiro. Após um cafézinho com o Simão lá fomos pa St. Ant. da Neve. Eu partia ás 10:33, chegámos por volta das 9:45h e deu tempo para tudo, para dar uma ligeira introdução ao Simão sobre o enduro, ver as vistas, partidas dos outros atletas e preparar tudo para a minha partida.
   Todas as PEC me correram bem, sem quedas ou sustos (peço desculpa a um pinheiro ao qual arranquei a casca com o guiador), Sabia que na PEC 1 ainda não estaria quente, logo tinha de estar muito concentrado para não "adormecer" ou cair, na PEC 2, como era muito técnica, não podia ir com faca nos dentes e ultrapassar á parva ou largar demasiado os travões, a PEC 3 não conhecia (não fiz no reconhecimento para gerir esforço), por isso tinha de ir com calma (para não cair), na PEC 4 era deixar andar, porque de seguida vinha a temida PEC 5, e quem conhece sabe do que falo, literalmente tínhamos de andar pendurados nos travões, 2km pareciam 5, muita inclinação, saltos, regos, ganchos, etc.
  Em termos de classificação fiz 27º lugar da geral, 23º expert. Fui muito constante em toda a prova andando quase sempre no top 30, o que me deixa contente, pois sei que arriscando mais e melhor reconhecimento consigo evoluir. O meu Objetivo como se pode ver no separador Treinos, era o de ficar no Top 50, logo foi claramente atingido e faz-me já sonhar com o Top 15 pro ano...por mim era já amanhã! :)
 Obrigado Simão, Liliana e carissimos leitores! :)



quinta-feira, 14 de maio de 2015

Reflexão

https://www.youtube.com/watch?v=S5L7WmY709U

O que mudou em 20 anos??
Várias são as vezes que me interrogo sobre o que me faz pedalar há mais de 20 anos, com altos e baixos, mais ou menos vontade, mas sempre com a sensação que seria muito difícil viver sem isto.
  Uma coisa é certa, quem chega a este "mundo", pela via do consumismo, do ter o melhor material que o outro, mais caro, mais moderno, alternativo, normalmente não fica muito tempo...porque isto dê as voltas que der vai ser sempre: Um Homem, uma máquina e a natureza, o resto são pormenores que apimentam este insano gosto.
  Andar de mota, que muito gosto, tem muito em comum com o andar de bicicleta, mas penso que o que torna as bikes unicas é a sua simplicidade, subtileza, necessidade de esforço, etc, que quando metidos na formula do sofrimento/ prazer, fazem-me esquecer as motas. Como diria o amigo João Nunes, na bike conseguimos apreciar a natureza na velocidade certa, para conseguirmos captar a essência dos lugares por onde passamos.
  Todos temos as nossas formas de notarmos que estamos felizes a fazer algo, quando me virem na bike a assobiar ou a cantar...é porque estou nas nuvens e muitas são as vezes que não sei onde me meter quando reparo que não estou sozinho e alguém está perplexo a olhar para um tenor ciclista! :)

terça-feira, 17 de março de 2015

Bons trilhos a Oeste.

Há muito ansiava conhecer os trilhos da zona onde moro durante a semana, há já um ano e tal...
Aconteceu a segunda-feira passada, saquei um track GPS disponibilizado no Gpsies pelo grupo Mafra BTT e sem mais grandes preparações fiz-me à terra. Sabia que tinha de ter cuidado com os 35km anunciados pelo track, pois para além de não conhecer a zona, o meu GPS Garmin edge 500 não é grande coisa em orientação e ainda tinha de fazer 4km para cada lado até entrar no track.
Para começar, perdi-me...quando encontrei o percurso, começei a fazê-lo ao contrário (cerca de 2km para cada lado) e pronto, avizinhava-se uma boa aventura!
  Ainda mal saia de Mafra e apanho logo um trilhozorro chamado "qualquer coisa arquiteto ", curto mas grosso, com saltos, curvas com apoio, árvores para nos coçarmos, etc.
  Ao todo foram cerca de 4 ou 5 descidas, de vários trilhos espectacularmente maquilhados pelo pessoal do Mafra BTT, mas o que mais me encheu a vista foi circular junto ao Rio Lizandro. Quero agradecer ao meu Garmin ter-me feito atravessar o Lizandro por 2 vezes,,,boa prache! Ao todo fiz 45km e deu para ficar rotinho!
https://www.strava.com/activities/269278142